Onde o networking encontra o branding: sua marca cabe em 20 segundos?
- Nando Rocha

- 16 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Há uma diferença profunda entre participar de eventos e realmente fazer networking. Uma diferença que, curiosamente, não tem nada a ver com quantidade de cartões distribuídos, cafés marcados ou posts celebrando “novas conexões”. O que separa um networking superficial de um transformador costuma aparecer em um ponto simples (quase banal) mas essencial: a forma como conseguimos explicar quem somos, o que fazemos e por que isso importa.
É nesse momento, tão curto quanto delicado, que percebemos a maturidade real de uma marca. Não a marca entendida como logotipo ou estética, mas a marca como narrativa, clareza e promessa. E foi observando essa dinâmica que compreendi o quanto frameworks como o StoryBrand, de Donald Miller, se tornam úteis. Miller defende que, se você não consegue explicar sua marca em 20 segundos, dificilmente alguém lembrará de você. Parece severo (e realmente é). Mas basta participar de algumas rodas de networking para entender o peso dessa verdade. Cada encontro funciona como um espelho, refletindo o quanto nossa narrativa está, ou não, refinada.
Com o tempo, também fica claro que networking não é um ato isolado, ocasional ou simplesmente simpático. Para muitas empresas, especialmente no B2B, ele pode (e deve) fazer parte de uma estratégia de vendas bem estruturada.
Não no sentido de “caçar oportunidades”, mas de construir presença, confiança e recorrência.
Quando uma empresa encara networking como rotina estratégica, ela passa a ter mais visibilidade, mais compreensão sobre o próprio mercado e, principalmente, mais densidade nas relações que constrói. Eventos deixam de ser um intervalo social e se tornam extensões naturais da marca: lugares onde histórias circulam, credibilidade se forma e oportunidades amadurecem no tempo certo.
Esse aprendizado ganhou força quando entrei no BNI este ano. O BNI é uma organização internacional de networking estruturado, baseada em reuniões semanais e na filosofia de que “quem indica, cresce junto”. Diferente de encontros esporádicos, o BNI oferece uma cadência contínua: apresentações frequentes, conversas intencionais e uma escuta generosa que nos ajuda a perceber, com precisão, o que funciona e o que ainda precisa ser lapidado. Cada reunião é quase um laboratório silencioso: repetimos nossa mensagem, observamos a reação, ajustamos a narrativa. Aos poucos, percebemos que não evoluímos apenas como profissionais, evoluímos como marca. E, sobretudo, como que entende que vender também é sobre cultivar relações.
Foi justamente nesse processo (de repetição, escuta e refinamento) que entendi a importância de ter um pitch que realmente sobreviva aos tais 20 segundos do StoryBrand. E foi só depois de algumas semanas no BNI, colocando a marca à prova no mundo real, que cheguei em uma formulação simples, clara e memorável. Hoje, quando alguém pergunta o que fazemos na Minc.Space, respondo assim:
“Sabe quando uma empresa entrega um serviço excelente, mas a marca não comunica isso? A Minc.Space ajuda consultorias a resolver exatamente esse problema. Nós reposicionamos a marca, criamos uma identidade clara e profissional e mostramos, com estratégia, o valor que a empresa já tem, mas ainda não era percebido. No fim, nossos clientes ganham uma marca mais confiante, mais confiável e alinhada com o futuro que querem construir.”
Esse pitch não nasceu pronto. Ele é resultado de conversa, tentativa, tropeço e melhoria contínua — exatamente como o networking deve ser. E quando finalmente encontramos uma forma simples de explicar nossa essência, algo muda: as pessoas entendem, conectam, perguntam, lembram. O pitch deixa de ser um discurso decorado e passa a ser uma ponte. Uma ponte entre o que a marca é e o que ela promete.
Branding e networking, no fim, se retroalimentam. Uma marca clara facilita conversas naturais; conversas naturais iluminam ainda mais a clareza da marca.
É um ciclo que se aperfeiçoa a cada encontro, a cada fala, a cada troca. Networking, de certa forma, é a marca ganhando voz, ritmo e contexto — e também é a empresa amadurecendo sua forma de vender, não pela pressão, mas pela presença.
E talvez esse seja o ponto de reflexão mais importante:se você tivesse apenas 20 segundos para explicar sua marca, o mundo entenderia o essencial?
Quando networking e branding caminham juntos, essa resposta começa a ficar mais clara. Porque é nas conversas, nos encontros e nas trocas que percebemos como a marca vive, e como ela é percebida.
Networking revela o que o branding ainda não disse. Branding organiza o que o networking deixa à mostra. Um ilumina o outro.
E, se ao revisitar a narrativa da sua empresa você sentir que ainda há arestas, ruídos ou espaço para mais clareza, a Minc.Space está pronta para fazer sua marca decolar.Ajudamos marcas a encontrarem sua voz, sua história e a forma mais verdadeira de se apresentarem ao mundo. Nos 20 segundos e em tudo o que vem depois.






